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O Paladino de Luis Vaz de Camoes

By marco lessa | Published  05/6/2008 | Portuguese | Recommendation:
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Author:
marco lessa
Brasile
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O PALADINO DE LUIS VAZ DE CAMOES

Ora, afinal o senhor mostrou sua verdadeira face: a de paladino do maior poeta portugues.
Aplaudimos entusiasticamente sua escolha do destino ingrato.
Não havera maior desiderato que defender nosso maior poeta. E tambem mais facil.
A questão e: o Luis necessita de quem o defenda?
O Vaz sempre soube se defender sozinho, ate fisicamente, como demonstram suas cicatrizes havidas em batalhas contra os mouros.
E com orgulho que ele, com sua coroa de louros, exibe o famoso tapaolho, cuja negrura esconde a cavidade do onde se alojava o orgao extraido pela cimitarra turca.
E por isso que minha avo, que era bocuda, recitava aquele versinho brejeiro que dizia:

Camões foi um grande poeta português
Que via mais com um olho
Do que nos com tres.

Ora, portanto, e de inutilidades de que estamos falando.
Se o senhor escolheu uma profissão absolutamente inútil, a de paladino de um clássico incontestável – ninguém tem nada com isso, porque e de uma escolha privada que se trata; o tempo e seu e o sr. faz dele o que desejar -, mas e nosso dever incontestavel opor-nos contra inutilidades publicas, cujo tempo gasto nelas poderia ser mais bem empregado em outras coisas mais proveitosas e palataveis, como comer pasteis de Santa Maria, por exemplo.
Veja, V. Excia., o toponimico ‘Bikini’, que e o nome de uma atol absolutamente sem importância nenhuma, a não ser pela triste fama de ser o leito de morte da moralidade, ou, de tras pra frente, e vice versa ao contrario, o berço da imoralidade.
Esta palavra foi aportuguesada para ‘Biquini’. Os puristas exigem que se ponha o acento agudo (´) no segundo i da palavra, que tem tres.
E por que? Porque a palavra e paroxítona e termina em i: biQUÍni.
Sr. Paladino, o sr. acha justo encher o saco de nossos miúdos com tais estupidezes?
Que razão informa esta regra? Vamos examinar uma regra racional, desta vez tirada da Matemática.
Um numero e primo quando so e divisivel por si mesmo ou pela unidade.
Desta sorte, o 2 e primo; o 3 tambem; o 5, o 7, o 11, o 13, o 17, o 23, o 31, e assim por diante. Até aonde vão estes malditos numeros? Ninguém sabe. Eles tem alguma utilidade, ou são absolutamente inúteis, como o seu mister de paladino de poetas mortos consagrados?
Não e que os matemáticos descobriram um oficio para os preguiçosos numeros primos: na Criptografia.
Essa regra tem uma lógica, e fundamentada em observação atenta. Se se dissesse que o numero e primo porque termina em 1, veja o 11, o 31. Alguém poderia contestar, ou contraprovar: “Mas, o 21 termina em 1 e e divisível por ele mesmo, por 1, por 3 e por 7”. Muito bem. Isso e lógico, tem fundamento num fato incontestável, ate que se encontre um numero primo que possa ser dividido por outro diferente dele e da unidade.

Mas, por que toda a palavra paroxitona terminada em i leva acento?
Eu não sei. O sr. sabe? Quem sabe?
Eu sei, e tenho certeza dessa certeza, que minha mãe me ensinou que a palavra utero se pronuncia U-te-ro e não u-te-ro. Essa ‘e a formula energética de que o mais facilmente enunciado e o que se recebe mais facilmente’ .
Sr. Paladino, o sr. está confundindo NOTAÇOES LEXICAS com FONEMAS, LINGUA, que sao (e) adquiridos (não aprendidos) na infância, não na escola.
FONEMAS a gente começa a aprender naquele lugar maravilhoso do qual nunca deveríamos ter saido: o U-te-ro.
Sr. Paladino, o sr. e tradutor e tem seus diplomas de mérito incontestáveis, dados por quem estava investido de autoridade para tal. O sr. bem os merece e eu o invejo e elogio.
Eu sou tradutor, mas sem méritos nem diplomas, porque aprendi Inglês num lugar bem mais quente e macio que os duros bancos escolares: na cama!
Minha exmulher, falecida de câncer em tenra idade, era americana de nascimento.
E, para terminar, sr. Paladino, por que não citar seu herói, pelo qual o sr, se bate com tanto denodo, em homenagem a minha falecida e querida esposa:

Alma minha gentil, que te partiste

Alma minha gentil, que te partiste
Tão cedo desta vida, descontente,
Repousa la no Céu eternamente
E viva eu ca na terra sempre triste.

Se la no assento etereo, onde subiste,
Memoria desta vida se consente,
Não te esqueças daquele amor ardente
Que ja nos olhos meus tao puro viste.

E se vires que pode merecer-te
Alguma cousa a dor que me ficou
Da magoa, sem remedio, de perder-te,

Roga a Deus, que teus anos encurtou,
Que ta cedo de ca me leve a ver-te,
Quao cedo de meus olhos te levou.

Sr. Paladino, uma pergunta: o sr. cometeu alguma silabada ao ler essa pobre ‘ interessante disssertaçao”?









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