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Dos Fundamentos na Profissão de Tradutor

By joao esteves | Published  05/16/2010 | Translation Theory | Recommendation:
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Author:
joao esteves
Brasile
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Claro que não faz sentido exigir-se de um tradutor a mesma bagagem teórica de um gramático, de um linguista, de um filólogo, de um lexicógrafo, etc. Tradutor é tradutor. Sua tarefa é essencialmente prática e consiste em traduzir, não em teorizar.

Não quer isto de modo algum dizer que seja bom para o tradutor ignorar solene e completamente a base teórica diretamente associada a sua lida.

Nossa profissão conta hoje em dia com um respeitável costado teórico. Já existem várias publicações especializadas que tratam de questões de interesse exclusivamente tradutório, bem como cursos de nível superior dedicados à formação profissional. Tudo isso é muito importante, mas é invariavelmente na prática que se forja todo bom profissional. A bagagem teórica do ofício é muito oportuna e jamais deveria ser desprezada, mas cumpre praticar o ofício, também.

Erros de tradução costumam ser muito facilmente encontráveis. É lamentável, mas eles ocorrem em tal profusão, que nem mesmo as melhores traduções estão totalmente isentas de sua presença. Quanto às traduções feitas às pressas (e ainda por cima por pessoas que não dispõem de suficiente embasamento teórico para transitar entre línguas e culturas, e redigir aceitavelmente pelo menos numa), estas são, infelizmente, bem mais corriqueiras do que seria desejável.

Erros de tradução até podem, nos casos mais extremos, resultar em ponte que cai, navio que afunda, sentença desfavorável, fortuna que se perde, paciente que morre ou qualquer coisa congênere. De costume, no entanto, não chegam realmente a ter consequências tão desastrosas. Fora o fato de divertir quem deles toma conhecimento – via de regra só colegas – eles não parecem servir para praticamente mais nada. O que é uma pena. Kant em sua ‘Crítica da Razão Prática’ ensina: “...a nossa ignorância nos prestaria mais serviço na ampliação do nosso conhecimento do que todas as meditações”. Tenho a consolidada impressão de que todos nós poderíamos muito bem aprender incomparavelmente mais do que realmente aprendemos com as costumeiras mancadas do ramo.

De fato, não trabalham de uma forma que deponha a seu favor os colegas que fazem tremendas confusões sistematicamente com os chamados falsos cognatos (traduzindo, por exemplo, ‘actually’ como ‘atualmente’, ‘spectacles’ como ‘espetáculos’, ‘ultimate’ como ‘último’ e assim por diante), ou que erram repetidamente em questões banais de concordância ou de regência, muito amiúde por conta da literalidade(*), ou que ignoram as implicações do uso dos registros formal e informal, ou que cometem um sem número de ‘pecados’ dessa ordem. Compreende-se. Isto deixa patente seu óbvio despreparo e a insuficiência de seus conhecimentos propedêuticos justamente sobre o material e o instrumental do próprio trabalho.

Não só vale longe a pena o esforço de aprender bem pelo menos os rudimentos de morfologia e de sintaxe das línguas de serviço. É uma necessidade imperiosa, cuja negligência pode (e costuma) comprometer a qualidade do trabalho, e consequentemente a reputação do profissional.

Obras de referência quer físicas, quer virtuais, vêm sendo subutilizadas por tradutores (e outros profissionais que delas se servem), tanto porque lhes falte uma série de informações prévias (contidas na própria obra) como por conta de suas próprias deficiências perceptivas. No fim das contas, o tradutor se serve frequentemente de várias ferramentas, algumas bastante sofisticadas, que oferecem muito mais do que, na prática, ele logra extrair delas. Certos detalhes, se devidamente considerados, podem fazer diferenças incríveis em tradução, principalmente quando há tempo para se atentar a eles, e suficiente conhecimento de causa.
O uso de obras de referência por parte de tradutores talvez algum dia acabasse otimizado, se uma quantidade suficiente de teóricos se debruçasse sobre esta questão aparentemente tão simples e afinal fornecesse orientação segura para todos. Ninguém pode sair dirigindo um automóvel antes de aprender a dirigir e tirar carteira de habilitação, porque é perigoso. Já de cumprir certos requisitos para consultar dicionários com máximo proveito, parece que pouca gente faz questão, inclusive profissionais. Talvez aí mesmo esteja a causa de tantos problemas com a qualidade geral das traduções.

(*) É o caso de ‘to consist of’, frequentemente traduzido como ‘consistir de’. Casos análogos como ‘to think of’ ou ‘to dream of’, em que a mesma preposição 'of' não deve ser traduzida como 'de', curiosamente escapam dessa armadilha.


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